terça-feira, 23 de abril de 2024

O MONSTRO DO LAGO NESS - LOCH NESS MONSTER

  O MUSEU GÓTHICO apresenta, após visita breve, a lenda em torno do "Monstro do Lago Ness". 


sábado, 13 de abril de 2024

INAGURAÇÃO DO MUSEU GÓTHICO

A inauguração do MUSEU GÓTHICO ocorreu aos 31/10/2.023. 

Confira como foi o evento no vídeo anexo.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O FILME “CLUBE DA LUTA” E O MASSACRE NO MORUMBI SHOPPING

 

    Pôster do filme "Clube da Luta"


            É de se perguntar como podem ficar entrelaçadas coisas tão distintas num cenário macabro.


            “Fight Club” ou “Clube da Luta” no Brasil é um filme estadunidense de 1.999 dirigido por David Fincher. É baseado no romance homônimo de Chuck Palahniuk, publicado em 1.996. O filme é protagonizado por Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. Norton representa o protagonista anônimo, um "homem comum" que está descontente com o seu trabalho de classe média na sociedade americana. Ele forma um "clube de combate" com o vendedor de sabonetes Tyler Durden, representado por Brad Pitt, e se envolve com uma mulher dissoluta, Marla Singer, representada por Helena Bonham Carter. Os direitos do romance de Palahniuk foram adquiridos pela produtora da 20th Century Fox Laura Ziskin, que contratou Jim Uhls para escrever a adaptação do filme. Fincher foi um de quatro diretores considerados; foi eventualmente contratado devido ao seu entusiasmo pelo filme. Fincher desenvolveu o roteiro com Uhls e procurou conselhos de escrita do elenco de outros na indústria cinematográfica. O diretor e o elenco o compararam aos filmes "Rebel Without a Cause" e "The Graduate". A intenção de Fincher com a violência de “Fight Club” foi a de servir como metáfora ao conflito entre uma geração de pessoas jovens e o sistema de valores da publicidade. O realizador copiou o tom homoerótico do romance de Palahniuk para manter a audiência desconfortável e desviar a atenção da surpresa do final do enredo. Executivos do estúdio de cinema não gostaram do filme, e reestruturaram a campanha de marketing intencionada por Fincher para reduzir as perdas antecipadas. “Fight Club” não atingiu as expectativas do estúdio nas bilheteiras, e recebeu reações polarizadas dos críticos, que elogiaram suas atuações, direção, temas e ambiguidade moral, mas criticaram sua violência. O jornal The Guardian viu-o como um prenúncio de mudança da vida política americana, e descreveu o seu estilo visual como inovador. O filme tornou-se mais tarde um sucesso comercial com o lançamento do DVD, que estabeleceu “Fight Club” como um filme cult e é considerado um dos maiores e mais influentes filmes de todos os tempos. Em 2.013, Chuck Palahniuk anunciou, durante a edição da ComicCon de São Diego, uma continuação em graphic novel de seu romance, a continuação em graphic novel, foi lançada em maio de 2.015, intitulada ‘Fight Club 2’. Contudo, até o momento, não há nenhum rumor acerca de uma versão cinematográfica.


            O narrador (Edward Norton) é um empregado de uma companhia de seguros, e sofre de insônia. O médico recusa-se a dar-lhe medicação e aconselha-o a visitar um grupo de apoio para testemunhar sofrimentos mais graves. O narrador assiste às sessões de um grupo de apoio para vítimas de cancro testicular e, fazendo-se passar por vítima de cancro, encontra uma libertação emocional que alivia a sua insônia. Ele torna-se viciado em ir a grupos de apoio e em fingir ser uma vítima, mas a presença de outro impostor, Marla Singer (Helena Bonham Carter), perturba-o, e então ele negocia com ela para evitar o encontro com os mesmos grupos. Depois de voar para casa após uma viagem de negócios, o narrador encontra o seu apartamento destruído por uma explosão. Ele liga a Tyler Durden (Brad Pitt), um vendedor de sabão que conheceu no voo, e eles encontram-se num bar. Uma conversa sobre consumismo acaba com Tyler a convidar o narrador para ficar em sua casa e, depois disso, ele pede ao narrador para lhe dar um soco. Os dois envolvem-se numa luta fora do bar, com o narrador, posteriormente, a mudar-se para a casa em ruínas de Tyler. Eles têm outras lutas fora do bar, e estas atraem uma multidão de homens. Os combates mudam-se para a cave do bar, onde os homens formam um clube de combate. Marla tem uma overdose de pílulas e telefona ao narrador para ele a ajudar. E ele ignora-a, mas Tyler responde à chamada e salva-a. Tyler e Marla envolvem-se sexualmente, e Tyler avisa para o narrador nunca falar com Marla sobre ele. Mais clubes da luta formam-se em todo o país, e eles tornam-se numa organização antimaterialista e anticapitalista denominada "Project Mayhem", sob a liderança de Tyler. O narrador queixa-se a Tyler querendo estar mais envolvido na organização, mas Tyler desaparece repentinamente. Quando um membro do Project Mayhem morre, o narrador tenta encerrar o projeto, e segue pistas das viagens pelo país que Tyler fez para localizá-lo. Numa cidade, um membro do projeto cumprimenta o narrador como Tyler Durden. O narrador chama Marla do seu quarto de hotel e descobre que Marla também acha que ele é Tyler. De repente, ele vê Tyler Durden em seu quarto, e Tyler explica que eles são personalidades dissociadas dentro do mesmo corpo. Tyler controla o corpo do narrador quando o narrador está a dormir. O narrador desmaia depois da conversa. Quando acorda, descobre pelos registos do seu telefone que Tyler fez chamadas enquanto ele estava "desmaiado". Ele descobre os planos de Tyler para apagar a dívida com a destruição de edifícios que contêm registos de empresas de cartão de crédito. O narrador tenta entrar em contato com a polícia, mas descobre que os polícias fazem parte do projeto. Ele tenta desarmar os explosivos em um dos prédios, mas Tyler subjuga-o e muda-se para um prédio seguro para assistir à destruição. O narrador, mantido por Tyler sob a mira de uma arma, percebe que uma vez que partilha o mesmo corpo com Tyler, ele é que está na verdade a segurar a arma. Ele dispara para dentro da sua boca, acertando através do rosto, sem se matar. Tyler cai com um ferimento de saída para a parte traseira de sua cabeça, e o narrador deixa de o projetar mentalmente. Depois disso, os membros do Project Mayhem trazem a Marla que entretanto tinha sido raptada a ele, acreditando ser ele Tyler, e deixam-nos sozinhos. Os explosivos detonam, desmoronando os edifícios, e o narrador e Marla assistem à cena, de mãos dadas.

Morumbi Shopping - São Paulo/SP - Brasil


            No Brasil, Contudo, o filme passou a ser relacionado diretamente com um dos mais tristes episódios da história brasileira. O Massacre no Morumbi Shopping foi um assassinato em massa, ocorrido em 3 de novembro de 1.999, dentro de uma sala de cinema no shopping Morumbi, em São Paulo, Brasil. O autor, Mateus da Costa Meira, então estudante de medicina de 24 anos, matou 3 pessoas que estavam na sala e feriu outras 4. Além do tiroteio, uma das paredes da sala e um espelho do banheiro foram danificados por balas, foi inicialmente condenado a 120 anos de prisão, um mandato que foi reduzido posteriormente para 48 anos. Depois que ele tentou matar outro preso, foi determinado em 2.011 que ele tinha que ser transferido para um hospital psiquiátrico, onde permanece até hoje. Ele é conhecido no Brasil como "atirador de shopping centers" ou "atirador de cinema". O filme em  cartaz era justamente o “Clube da Luta”. A tela na qual o disparo ocorreu foi permanentemente fechada. O cinema fechou suas três telas restantes em 2.012, liberando espaço para novas lojas no shopping.


            Em novembro de 1.999, Mateus da Costa Meira (nascido em 04 de abril de 1.975) vivia sozinho em um apartamento em São Paulo e estudou medicina na Faculdade de Ciências Médicas da de São Paulo Santa Casa (FCMSCSP), uma instituição de bem-visto; ele estava no sexto e no ano passado, a apenas 15 dias da formatura. Sua família rica (incluindo seu pai, um médico) morava em Salvador, sua cidade natal e Mateus recebia regularmente dinheiro de seus pais para viver uma vida confortável. Ele jogou videogames "violentos" (principalmente o Duke Nukem 3D) e possuía uma vasta coleção de softwares copiados ilegalmente. Ele era conhecido por enviar vírus e pornografia a usuários do provedor de internet Magiclink em Salvador desde janeiro de 1997. Mateus  foi descrito como tímido, introvertido e apático e teve um fraco desempenho acadêmico. Ele tem transtorno de personalidade esquizóide. Depois de se recusar a fazer um trabalho obrigatório na faculdade de medicina, ele foi enviado para a divisão de psicologia da instituição. Por outras fontes, no entanto, ele foi descrito como uma pessoa gentia e calma que mudou de personalidade meses antes do ataque e começou a pular aulas e se aproximar dos traficantes de drogas. Antes do massacre, ele já possuía uma pistola, mas optou por obter uma arma mais poderosa: uma submetralhadora MAC-11, que ele adquiriu ilegalmente de Marcos Paulo Almeida dos Santos por R $ 5.000. Meira disse que contratou Santos como motorista, pois não sabia dirigir o carro mecânico que sua companhia de seguros lhe deu após um acidente que destruiu seu Chrysler Neon automático. A polícia o investigou por dois crimes adicionais: posse de drogas e falsificação de CDs. Em seu apartamento, eles encontraram equipamentos para pirataria de CDs, cocaína, crack e munição. Meira disse à polícia que ele planejava o ataque por sete anos e que escolheu o “Fight Club” porque o personagem principal sofre de esquizofrenia.



            Segundo testemunhas oculares da ação, na noite de 3 de novembro de 1.999, dentro da sala 5 do cinema do Morumbi Shopping, Zona Sul da capital paulista, Mateus, à época com 24 anos, começou a assistir ao filme na primeira fila. Ele teria então levantado de seu lugar, ido ao banheiro – onde tira a arma da bolsa e resolve testá-la atirando no espelho, aparentemente contra a própria imagem, com sua submetralhadora americana Cobray M-11 – e depois voltado à sala de projeção e ficado de frente para a plateia. Junto à tela do cinema, saca a arma novamente atira para o alto. Quem está na primeira fila vê a tempo que se trata de tiros reais e se abaixa, enquanto os demais acreditavam que os tiros viessem da tela. A sala permanece escura. A fotógrafa Fabiana Lobão Freitas, 25 anos, morre na hora. O economista Júlio Maurício Zeimaitis, 29, chega ao hospital com vida, mas não resiste. A publicitária Hermé Luísa Jatobá Vadasz, 46, também não resiste aos ferimentos na cabeça. Os cinco feridos por balas ou estilhaços ficaram fora de perigo. Dessa tragédia, resultaram três mortes, quatro pessoas feridas e mais quinze em pânico. Os tiros duraram cerca de três minutos. Tal tragédia rendeu a Mateus o apelido que carrega até hoje. O filme exibido no momento dos disparos era o “Clube da Luta” (1.999).


Mateus da Costa Meira


            Preso em flagrante, acabou condenado a mais de 120 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Seus advogados alegaram que Mateus era semi-imputável, ou seja, possuía consciência parcial de seus atos. A sua defesa tentou mostrar que ele sofria de alucinações, ouvia vozes misteriosas, tinha crises de agressividade, além de um comportamento estranho e solitário. Depois de várias apelações judiciais, Mateus foi condenado aos formais trinta anos máximos previstos pela Justiça brasileira. Os advogados de defesa tentaram, em vão, alegar insanidade mental de seu cliente e argumentar que Mateus havia sido influenciado pelo jogo Duke Nukem 3D, no qual há uma cena de tiroteio dentro de um cinema, na primeira missão ("Hollywood Holocaust") do primeiro episódio ("L.A. Meltdown"). Em 2.007, os magistrados reduziram a pena para 48 anos e 9 meses. Mateus ficou preso no Centro de Observação Criminológica (COC) do Complexo do Carandiru, em São Paulo, até o presídio ser desativado, em 2.002. Posteriormente, foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé (SP) e, depois, em 2.009, para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador (BA), onde nasceu e mora parte da família.


            No dia 8 de maio de 2.009, Mateus tentou matar seu colega de cela, o espanhol Francisco Vidal Lopes, de 68 anos, com uma tesoura, na Penitenciária Lemos Brito na cidade de Salvador e foi autuado por tentativa de homicídio, aparentemente porque o homem ouvia a televisão em volume muito alto. Em 2.011, a Justiça da Bahia, por meio do júri popular, o absolveu da acusação de tentativa de homicídio contra o colega de prisão. Foi considerada a tese, defendida até pela promotora do caso, Armênia Cristina Santos, de que o ex-estudante era é inimputável por sofrer de doenças mentais atestadas por laudos médicos. Com tal decisão, Mateus foi encaminhado para o Hospital de Custódia e Tratamento (HCT) de Salvador, onde permanece até hoje.




José Carlos de Paula (Autor do Blog)




segunda-feira, 31 de agosto de 2020

INQUISIÇÃO DESMISTIFICADA

 



 

Em mais de mil páginas escritas ou ilustradas procurei escrever um livro que esclarecesse o assunto e afastasse os mitos que existem em torno da inquisição, fomentados por uma tradição popular equivocada e alimentados ainda mais pela literatura e pelo cinema.

 

No imaginário popular a inquisição foi uma criação da Igreja Católica para “caçar bruxas”, mas esta é uma visão simplista e que conduz a muitos equívocos e “lendas negras” completamente divorciadas da realidade histórica.


Em primeiro lugar é necessário fazer uma distinção entre a Inquisição enquanto instituição e inquisição enquanto procedimento. De fato existiu o “Tribunal do Santo Ofício da Inquisição” (hoje chamado de “Congregação para Doutrina da Fé”), uma instituição católica criada em 1233 com o objetivo inicial de combater a heresia entre o clero. Entretanto, como procedimento, a inquisição sempre existiu, tendo sua origem no Direito Romano, e com o significado de “inquérito”, equivalendo aos processos judiciais de hoje. Dessa forma, tanto a tortura quanto o processo arbitrário, não foram criação de nenhum governante ou grupo religioso, mas igualmente vieram do Direito Romano.

 

Assim sendo, antes de se tornar uma instituição jurídica da Igreja, os governantes já a praticavam em seus territórios e até com maior rigor do que a Igreja viria a praticar. Convém anotar que, mesmo antes de oficializada enquanto órgão jurídico, a Igreja Católica também já a exercia através dos bispos, a chamada “inquisição episcopal”.

 

A Inquisição Católica teve início na França. Todavia, Joana d’Arc não foi vítima da Inquisição, muito menos da Igreja Católica. Joana era prisioneira de guerra dos ingleses e o único bispo (Cauchon) que participou do processo se encontrava fora de sua jurisdição e refugiado junto aos ingleses, tanto que foi excomungado quando da canonização da jovem guerreira.

 

Ocorre que em muitos países ou territórios as igrejas não tiveram sequer alguma participação, ficando o processo todo por conta do Estado. Um claro exemplo disso é a região alemã da Baviera, na qual o Conselho de Estado do Duque Maximiliano se encarregava de tais casos. Foi nestas circunstâncias que a “caça às bruxas” teve mais intensidade, mesmo porque o papado sempre foi contra a superstição da crença nas bruxas, só vindo a ceder por conta da pressão de alguns governantes, por volta do século XVII, quando a instituição católica já estava cambaleante.

 

Outro governante que criou métodos inquisitoriais extremamente cruéis foi Vlad Tepes (pronuncia-se Tsep-pesh), voievoda (título equivalente a príncipe) da Transilvânia e da Valáquia, que a literatura e o cinema popularizaram como o famigerado vampiro Conde Drácula. Entretanto o termo Drácula nunca foi sobrenome, mas sim designação de membro da “Ordem do Dragão” (“Dracul” em romeno), uma ordem semi-monástica e semi-militar católica à qual Vlad Dracul (pai de Vlad Tepes) pertencia. Os “Dráculas” eram, portanto, “cavaleiros cruzados”, assim como alguns Frankenstein, que eram da “Ordem Teutônica”.

 

A Inquisição Espanhola e seu terrível Grande Inquisidor Tomás de Torquemada têm a fama injusta de ter matado milhões por conta da “Lenda Negra” disseminada por movimentos anticatólicos que surgiram a partir do século XVI. Na verdade até mesmo os historiadores mais conservadores estimam em menos de duas mil as mortes ocorridas. Tanto da Espanha quanto em Portugal a criação da Inquisição ocorreu por pressão dos monarcas, à qual a Igreja Católica cedeu de forma reticente. Vale lembrar que a Inquisição Espanhola foi criada pelos monarcas Fernando e Isabel para combater os judeus, expulsos da Espanha em 1492. Em 1609 foram expulsos os mouros (muçulmanos). A partir daí a perseguição do Estado, com o apoio da Igreja Católica, centrou-se no luteranismo, no iluminismo e até nos próprios católicos que se desvirtuavam da religião (é aí que surgem também os casos de bruxaria).

 

A Inquisição Portuguesa seguiu na mesma trilha de perseguição racial, com a expulsão dos judeus (ou batismo forçado) em 1496 e 1497.


O que poucos sabem (ou pouco se divulga) é que as inquisições protestantes mataram muito mais (e com maior crueldade) do que os católicos.

 

A crueldade foi especialmente severa na Alemanha protestante, onde as posições de Lutero contra os anabatistas causaram a morte de pelo menos trinta mil camponeses. Das crônicas e processos regionais que chegaram até nós, cabe deduzir, que as vítimas se contaram por milhares. Gardner calcula nove milhões (Gardner, Gerald B. “Ursprung und Wirklichkeít der Hexen”. Weilheim, 1965, pp. 30 e ss.).  Morrow simplesmente diz que foram milhões (Morrow, F. e Summers, Montagne. “The history of Wittchcraft and Demonology” 2a ed., Nova York, 1956.). W. A. Schroeder, contemporâneo aos fatos, anotou que nas localidades de Bamberg e Zeil, entre 1625 e 1630, (cinco anos) se realizaram nada menos que novecentos processos de bruxaria. Deles (numa exceção), duzentos e trinta e seis terminaram com condenação à morte na fogueira. Só num ano, 1617, em Wurzburgo, foram queimadas trezentas bruxas; em total nesta região, as atas apresentam mil e duzentas condenações à morte. Além da Alemanha, o luteranismo perseguiu e matou na Suíça, na Suécia, na Itália e até nos Estados Unidos da América (as “Bruxas de Salém” estão aí incluídas).

 

O calvinismo (de João Calvino) chegou a criar uma organização jurídica semelhante à Inquisição católica, o Consistório, que também perseguiu e matou muitas pessoas na Suíça, na Holanda a até no Brasil, onde ocorreram os massacres de Cunhaú e Uruaçú que vitimaram em torno de cento e cinquenta pessoas que se negaram à conversão ao calvinismo.

 

O anglicanismo igualmente perseguiu e matou centenas, com requintes de crueldade. Merece destaque Mathew Hopkins, o “Caçador Geral de Bruxas” que, sozinho, foi responsável pela morte de aproximadamente duas centenas de bruxas na Inglaterra. Também nos Estados Unidos da América foram enforcadas algumas bruxas.

 

Aos eventuais críticos da inquisição (qualquer uma delas), deixo, todavia, uma reflexão: o que mudou? Trocamos a fogueira pela cadeira elétrica e a forca pela injeção letal. Árabes são torturados em Abu Graib e Guantánamo. Negros são torturados e mortos na frente das câmeras nos Estados Unidos e nas favelas do Brasil. Ah, dirão alguns, mas colocamos o homem na Lua. Sim, com tecnologia militar alemã da Segunda Guerra. Além do mais Leonardo Da Vinci já projetava engenhos voadores entre os séculos XV e XVI. Ah, dirão outros, mas hoje temos a informática e a Internet. Sim, que também foram desenvolvidas na Inglaterra em operações militares igualmente da Segunda Guerra. Ademais, nenhuma ciência de computação seria possível sem a descoberta da sequência de Fibonacci em 1202. Apenas aprimoramos conhecimentos que nos foram legados séculos atrás.

 

Além do mais, no meu entender modesto, a “Idade das Trevas” tem relação direta com o declínio da Civilização Romana, tese que procuro demonstrar no livro INQUISIÇÃO DESMISTIFICADA, com lançamento virtual previsto para 31/10/2020 (Dia das Bruxas).





domingo, 8 de setembro de 2019

O MONSTRO DE “LOCH NESS”



No acervo do nosso “MUSEU GÓTICO” constam algumas peças referentes ao legendário monstro do Lago Ness, as quais serão apresentadas ao longo deste artigo.



A icônica imagem fotografada em 19 de abril de 1.934, reproduzida acima, me chegou através de um cartão postal enviado aos 29/12/2.011 pelo estimado amigo e sobrinho Rafael Oliveira Lima.

Loch Ness é o lago mais profundo da Escócia: 226 metros, em média, da superfície até o fundo. Diz a lenda que em 565 d.C., Santo Colomba avistou o monstro pela primeira vez e, na ocasião, salvou um homem das garras da criatura, invocando o poder de Deus.

Poucos seres misteriosos atraem tanto a atenção e despertam a imaginação das pessoas, em todo o mundo, quanto o escocês monstro de Loch Ness -ou, Nessie.

Gerações já fizeram vigília às margens do lago na esperança de ver e registrar algum sinal da criatura. Apesar dod empenhados esforços, fotografias desfocadas e confusas leituras de sonar são tudo o que a pesquisa sobre o monstro rendeu até hoje.

A lenda, porém, continua viva. Por muitos anos, curiosos e especialistas têm especulado o que pode ter dado origem ao mito de Loch Ness. Explicações variadas são propostas: um monstro genuíno e centenário, senão milenar ou, segundo uma teoria ousada, visões de eventos passados retidos na "memória da água".

Nessie é descrito como um semelhante do Plessiossauro, um réptil mezozóico, contemporâneo dos dinossauros do começo do período Jurássico até o fim do Cretáceo.

Um Plessiossauro poderia chegar a 25 metros de altura e 150 toneladas de peso. Fósseis de Plessiossauro foram encontrados no Reino Unido. Fotos pouco nítidas de Loch Ness mostram uma silhueta de grandes dimensões com um longo pescoço. Mas se este ser existe e está lá, não se sabe como poderia ter escapado dos meios disponíveis de rastreamento.

Ted Holiday, escritor e caçador de monstros que passou três anos investigando o monstro de Loch Ness no início do anos de 1960, elaborou algumas teorias alternativas para entender o fenômeno Nessie.

Levantou a hipótese da criatura do lago ser um Tullimonstrum gregarium, conhecido como Tully Monster, cujo fóssil foi descoberto em 1958, em Ilinóis, Estados Unidos.

O monstro de Tully foi descrito como um semelhante das serpentes e os cientistas construíram modelos do carnívoro aquático: O corpo, flexível, não é segmentado. A cauda, achatada, possui duas nadadeiras. Uma terceira nadadeira é observada no dorso, próxima à cabeça.

Holiday informa que os Tully eram muito comuns tanto na Inglaterra quanto na América do Norte. A aparência dos Tully, possivelmente, está ligada à lenda dos dragões.

Holiday também foi um dos primeiros a admitir em Nessie uma criatura sobrenatural. O monstro poderia ser um tipo de "aparição demoníaca", resultado da prática de "artes negras" ou, magia negra. Testemunhas que viram Nessie e outros monstros relatam uma sensação de horror diante do que viram.

Revista editada provavelmente na década de 60

A teoria do sobrenatural é reforçada pela histórica temporada que o místico Aleister Crowley passou na mansão de Boleskine, localizada na margem sudeste do Lago Ness. Crowley, notório praticante de magia negra, morou no local entre 1899 e 1913 e ali realizou atividades ocultistas como evocação de seres interdimensionais. Entretanto, o fato é que a primeira aparição "oficial" de Nessie aconteceu em 22 de julho de 1933, quando Crowley já tinha deixado o lugar.

Os monstros lacustres não são uma exclusividade da Escócia ou do Lago Ness. Nos Estados Unidos, o South Lake Bassie é o monstro do lago Erie, cujos primeiros avistamentos aconteceram em 1917.  

Um "parente" de Nessie, habita o lago Kos Kol, no Casaquistão e outros mais, são vistos nas mais diferentes partes do mundo, como Alaska e China.

FONTE: Nessie: Echoes of the Past - THOTH-WEB



2.017 foi o ano recorde de avistamentos do legendário monstro. Em meados de novembro daquele ano a criatura da Escócia foi vista 08 (oito) vezes, um número bastante elevado, já que nunca o monstro do Loch Ness foi "visto" tantas vezes neste século.



Dentre os inúmeros artefatos que compõem o acervo do “MUSEU GÓTICO”, um dos principais é sem dúvidas, uma pequena garrafa que contém água do Lago Ness (foto acima), coletada em 21/12/2.011 pelo estimado sobrinho e dileto amigo Rafael Oliveira Lima.

domingo, 11 de agosto de 2019

MUSEU GÓTICO VI - GOTHIC MUSEUM VI



Como já vos disse anteriormente, venho me dedicando ao colecionismo gótico desde 1.976, quando adquiri as primeiras peças de uma coleção que conta hoje com milhares de itens. A quantidade é tamanha que, apenas para mostrar algumas peças, percebi que a apresentação seria praticamente impossível de ser condensada numa única postagem. Tanto assim que, nas postagens anteriores, dediquei-me ao cinema (DVD, cartazes, panfletos, fotografias e até objetos foram mostrados), à literatura (inúmeros livros e revistas foram igualmente estampados) e ás artes (na maioria com obras de autoria própria).


Hoje prossigo a mostra apresentando mais uma parte do MUSEU, agora trazendo alguns dos variados objetos que integram o acervo, onde se encontram desde botons e chaveiros até vitrines inteiras repletas de artigos góticos ou místicos variados.



Logo na entrada do recinto uma placa adverte “NÃO ENTRE - SAÍDA. Traz a efígie do Cousin Eerie”, personagem criado e celebrizado pela Warren Magazine, detentora dos direitos autorais. Mas não nos intimidemos, convido-vos a ultrapassar comigo este umbral e conhecer alguns dos segredos que a cripta oculta aos olhos profanos.




Antes, porém, é necessário falarmos do GATO PRETO, outro guardião da cripta. Na Idade Média, acreditava-se que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais, por isso existe a superstição de que cruzar com um gato preto é sinal de grande azar. No entanto, em outras culturas os gatos dessa cor são venerados, pois são sinais de extrema sorte. O gato é um animal que simboliza a independência, a sabedoria, a sensualidade, a sagacidade, o equilíbrio. Além disso, esse animal místico representa a fusão do espiritual e do físico e seu simbolismo é muito diverso, oscilando entre as tendências benéficas e maléficas. Não somente os gatos, mas os felinos em geral, desde a antiguidade egípcia, são animais adorados como deuses, uma vez que para eles, o gato representava a personificação da deusa da fertilidade, Bastet.



O TARÔ é um baralho místico composto de 78 cartas. A imagem abaixo mostra apenas os 22 (vinte e dois) Arcanos Maiores, que são os mais importantes. As cartas de tarô surgiram entre os séculos XV e XVI no norte da Itália, e foram criadas para um jogo de mesmo nome, que era jogado pelos nobres e pelos senhores das casas mais tradicionais da Europa continental. O tarô (também conhecido como tarot, tarocchi, tarock e outros nomes semelhantes) é caracteristicamente um conjunto de setenta e oito cartas composto por vinte e um trunfos, um Curinga e quatro conjuntos de naipes com quatorze cartas cada — dez cartas numeradas e quatro figuras (uma a mais por naipe que o baralho lusófono).


As cartas de tarô são muito usadas na Europa em jogos de cartas, como o Tarocchini italiano e o Tarô francês. Nos países lusófonos, onde esse jogo é bastante desconhecido, as cartas de tarô são usadas principalmente para uso divinatório, para o qual os trunfos e o curinga são conhecidos como arcanos maiores e as cinquenta e seis cartas de naipe são arcanos menores. Os significados divinatórios são derivados principalmente da Cabala — vertente mística do judaísmo — e da alquimia medieval.


Atualmente, o Tarot obtém expressão nas mais diversas áreas, sendo um instrumento de estudo e uso até pela Psicologia. Carl Gustav Jung, renomado psicólogo do século XX, falou em Arquétipo (imagens arcaicas), imagens da memória coletiva ancestral que estão dentro de nossos inconscientes e que podem ser ativadas por determinado Símbolo, que revigora e traz à tona toda a carga emocional que a imagem possui em si e que nos toca profundamente. As cartas do Tarot são vistas então como ilustrações sobre os anseios da alma humana, uma espécie de história em quadrinhos sobre os nossos dramas.



A imagem acima mostra dois outros métodos para previsão da sorte.


O I CHING, também conhecido como Livro das Mutações, é um dos maiores legados do povo chinês. Amplamente utilizado como oráculo, funciona como uma espécie de livro da sabedoria. É um conhecimento muito antigo acerca de como os chineses compreendiam e eram capazes de explicar os acontecimentos do dia a dia. Para consulta, a pessoa formula uma pergunta precisa, sobre algum esclarecimento do qual tem curiosidade em saber. Depois disso, são lançadas moedas para a obtenção da resposta. Estes instrumentos são agrupados seis vezes, formando linhas, também chamadas de hexagramas – que podem ser firmes ou maleáveis/mutáveis. Linhas firmes ocorrem quando as moedas caem em lados diferentes. Quando caem todas do mesmo lado, dá-se a linha mutável – a ocorrência de uma linha como essa, ou mais, cria um novo hexagrama, representando o que acontecerá no futuro em relação à pergunta feita pelo consulente.


As RUNAS surgiram como inscrições alfabéticas em torno do ano 150 pelas mãos dos antigos povos do norte da Europa. Na língua germânica, “runa” significa “segredos” ou “mistérios”. De acordo com a mitologia nórdica, as runas foram um presente do deus Odin. São variados os métodos de leitura, mas, via de regra, o consulente deve ter uma pergunta em mente antes de retirar as pedras que se encontram misturadas no interior de um saco, interpretando o resultado consoante inúmeros manuais existentes em bibliotecas ou na Internet.



Na figura acima vem agrupado um grupo de objetos, cujo significado apresentamos para cada qual deles.


  
A CARRANCA é uma peça típica do folclore naval de muitas civilizações. No Brasil geralmente possuem o formato acima, adornando a proa das embarcações que navegam pelas regiões Nordeste e Norte, cuja função é a de espantar os maus espíritos.


Ao centro (inferior e superior) e no canto superior direito figuram estampas de CRÂNIOS HUMANOS, o último estilizado em uma lanterna. De modo genérico, a caveira simboliza mudança, transformação, renovação, início de um novo ciclo. A caveira é também o símbolo da mortalidade, representa o caráter transitório e passageiro da vida. O símbolo da caveira é muito utilizado para representar elementos negativos, como veneno, perigo e morte. A caveira possui um significado simbólico que representa, entre outras coisas, a abóbada celeste. A caveira simboliza ainda a relação entre o microcosmo humano, o macrocosmo natural, e o universo celeste. Os olhos da caveira representam as luminárias celestes, enquanto a parte superior do crânio representaria as nuvens. A LANTERNA expressa fundamentalmente iluminação. Característica marcante como adorno na cultura oriental, principalmente no Japão onde se faz presente em jardins, templos, casas, cerimônia do chá, comércio, etc. Sua função vai além da de ornamentar, está associada à iluminação pessoal e clareza de espírito. No ocidente também tem seu simbolismo vinculado à imortalidade das almas que sobrevivem além do corpo físico caracterizado pelo costume das lanternas dos mortos que queimam perto do corpo dos defuntos ou diante de sua casa durante toda a noite.


A AMPULHETA simboliza a contínua passagem do tempo, o seu fluxo inexorável e a transitoriedade da vida humana, que culmina sempre inevitavelmente com a morte. Por outro lado, a ampulheta significa também uma possibilidade de inversão do tempo, retornando às suas origens. Os DRAGÕES que a adornam são provenientes da mitologia germânica. A simbologia do dragão está associada ao mal e ao terror, mas ao mesmo tempo também simboliza a proteção dos tesouros. Lutar e vencer o dragão traduz a iniciação e a evolução através da provação. Este animal mitológico é também símbolo da imortalidade, da união dos contrários e do poder divino.


O CALENDÁRIO ASTECA é o calendário utilizado pelos astecas, povo que habitou a região do México até meados do século XVI. O calendário consistia em um ciclo de 365 dias chamado xiuhpōhualli (contagem de anos) e um ciclo ritual de 260 dias chamado tōnalpōhualli (contagem de dias). É repleto de símbolos místicos e astrológicos, contendo os signos do zodíaco asteca, bastante diferente do zodíaco tradicionalmente conhecido no Ocidente.



A imagem acima, excetuada a máscara central à direita, estampa peças relacionadas à MAGIA, que veio com mais vigor na onda dos filmes da série “Harry Potter”.


A VASSOURA é peça essencial do imaginário bruxo, servindo notadamente para os deslocamentos, servindo de montaria para as feiticeiras e os bruxos. As bruxas também utilizavam a vassoura em seus ritos e para comemorar as colheitas. A título de mera curiosidade, a vassoura do acervo foi adquirida pelo ora autor no quilômetro nº 666 da Rodovia Fernão Dias (BR-381), à direita de quem segue no sentido São Paulo/SP – Belo Horizonte/MG, fabricada no “Sítio da Vó Sirica”.


A imagem ao centro vem encimada por um PENTAGRAMA entrelaçado por um DRAGÃO germânico. Já falamos acima sobre a natureza dos dragões. Quanto ao pentagrama, uma estrela de cinco pontas, desenhada com uma linha contínua, utilizada há milhares de anos por diferentes culturas como o símbolo do laço infinito. Ele representa a proteção contra os demônios e também a verdade, sendo uma espécie de amuleto ante o mal. Há quatro possíveis associações ao pentagrama, utilizadas pelos ocultistas. A primeira seria a representação da humanidade, ou do corpo humano, com dois pés, cabeça e dois braços não desenhados. A segunda seriam os cinco sentidos (visão, audição, tato, cheiro e paladar), o terceiro os cinco elementos da terra (espírito, fogo, ar, água e terra). O quarto e último seriam os cinco ciclos da vida, sendo eles o nascimento (início de tudo), infância (momento de criação de bases), maturidade (comunhão com outras pessoas), velhice (momento de reflexão e sabedoria) e morte (tempo do término para um novo início).


Ainda na figura ao centro, à esquerda, figura a MÁSCARA DO COMENSAL DA MORTE, personagem recorrente na saga literária e cinematográfica de “Harry Potter”.


À direita, a MÁSCARA DO ANONYMOUS, personagem do filme “V de Vingança” ou “V for Vendetta” (2.005). Anonymous (adjetivo de origem inglesa, que em português significa anônimo ou anônimos) é uma legião que se originou em 2003. Representa o conceito de muitos usuários de comunidades online existindo simultaneamente como um cérebro global. O termo Anonymous também é comum entre os membros de certas subculturas da Internet como sendo uma forma de se referir às ações de pessoas em um ambiente onde suas verdadeiras identidades são desconhecidas.


A imagem inferior do quadro estampa um ALTAR WICCA completo, com as VELAS BRANCA e AMARELA, simbolizando respectivamente a Lua e o Sol ou a Deusa e o Deus; o CALDEIRÃO representa o Útero da Deusa Mãe, simboliza toda Natureza, isso nos princípios da Grande Mãe O Caldeirão tem que ter os três pés, que é claro, tem o significado maior ainda, as três faces da Deusa (Jovem, Mãe e Anciã). Os quatro elementos estão intimamente relacionados ao caldeirão também, afinal precisamos do fogo para aquecer, da água para esfriar, das ervas da terra para cozinhar e de seu vapor a perfumar que fica no ar; a TAÇA SAGRADA, representando a Lua e o elemento Água; O PENTÁCULO, representando o Sol e o elemento Terra; A VARETA, representando o planeta Marte e o elemento Fogo; O ATHAME (pequena faca ou adaga ritualística), representando o planeta Saturno e o elemento Ar; recipientes contendo VINHO (Água), TRIGO (Terra), AZEITE (Fogo) e SAL (Ar), se encontram orientados nos quatro pontos cardeais. A ESFERA ou BOLA DE CRISTAL TRANSPARENTE é muito associada a místicos e videntes, e sempre causaram fascínio e mistérios sobre suas propriedades tanto esotéricas quanto metafísicas. Atualmente, com o conhecimento que nos é permitido acerca do mundo dos cristais, podemos ter uma maior compreensão e desvendar algumas de suas propriedades. Uma das principais características do cristal de quartzo é o armazenamento de informações, o que o faz merecedor do título de “cérebro da natureza”. As bolas de cristal possuem a capacidade de renovar as energias do ambiente e aumentar a vitalidade do local, tudo isso através dos raios que emitem ao refletir a luz solar ou a luz de uma lâmpada forte. Grande aliada no desenvolvimento da intuição e abertura da percepção a ESFERA ou BOLA DE CRISTAL DE QUARTZO BRANCO, conhecido como o “avô do mundo” é, na escala hierárquica, o mais soberano e, por seu poder, atua como se fosse o “coringa” – em todas as situações se adapta. A ESFERA ou BOLA DE CRISTAL NEGRA, também conhecida como ESPELHO DE BRUXA, é uma esfera de Obsidiana, que é lava derretida que resfriou com tanta rapidez que não teve tempo para cristalizar-se. Como resultado age muito rapidamente e com grande poder. As suas qualidades refletoras, capazes de desvendar a verdade, expõe falhas, fraquezas e bloqueios sem piedade, nada pode se ocultar dessa pedra. Ela nos aponta como podemos superar comportamentos destrutivos ou que nos privam de nossa força e nos auxilia a crescer e proporciona um apoio sólido enquanto fazemos isso. O ALTAR WICCA é utilizado como foco e também para estabelecer um espaço sagrado. É sobre ele que ficam os Instrumentos Mágicos, que são um conjunto de objetos ritualísticos com o qual o Bruxo trabalha e que são usados durante as cerimônias, quando se realiza um feitiço, se consagra um talismã, etc. O altar é o portal de comunicação com os Deuses. Wicca é uma religião, de procedência nórdica, tida como pagã, é o nosso ponto de lucidez e magia. O tampo do altar é verde, como convém. O objeto mostrado traz as fases da Lua e, em seu interior, o “Labirinto da Serpente”.



A imagem mostra ao centro uma réplica fiel dos ÓCULOS DE HARRY POTTER, personagem da saga homônima. Acima e abaixo do objeto está reproduzida uma coleção de VARINHAS MÁGICAS das personagens principais da saga, na seguinte ordem: GEORGE WEASLEY, FRED WEASLEY, REMUS JOHN LUPIN, RONALD BILIUS WEASLEY, SIRIUS BLACK, MINERVA ROSS MCGONAGALL, ALBUS PERCIVAL WULFRIC BRIAN DUMBLEDORE, HERMIONE JEAN GRANGER WEASLEY e HARRY JAMES POTTER (parte superior). NYMPHADORA TONKS, VIKTOR KRUM, CHO CHANG, LUNA LOVEGOD SCAMANDER, FLEUR ISABELLE DELACOUR WEASLEY, COMENSAL DA MORTE, NARCISA ROSIER BLACK MALFOY, DRACO LUCIUS MALFOY, BELATRIX LESTRANGE, SEVERUS SNAPE e LORD VOLDEMORT (parte inferior).



A saga de HARRY POTTER é uma série de sete romances de fantasia escrita pela autora britânica J. K. Rowling. Nas telas de cinema foi exibida com os seguintes títulos: “Harry Potter e a Pedra Filosofal” ou “Harry Potter and the Philosopher's Stone” (2.001), “Harry Potter e a Câmara Secreta” ou “Harry Potter and the Chamber of Secrets” (2.002), “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” ou “Harry Potter and the Prisoner of Azkaban” (2.004), “Harry Potter e o Cálice de Fogo” ou “Harry Potter and the Goblet of Fire” (2.005), “Harry Potter e a Ordem da Fênix” ou “Harry Potter and the Order of the Phoenix” (2.007), “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” ou “Harry Potter and the Half-Blood Prince” (2.009), “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” ou “Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1” (2.010) e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” ou “Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2” (2.011).




Do CALENDÁRIO ASTECA já falamos anteriormente, descrevendo um disco de resina. O acervo conta também com um medalhão que o reproduz com riqueza de detalhes. Não é apenas um calendário asteca, existem dois sistemas mais ou menos independentes. Um calendário, chamado de xiuhpohualli, tem 365 dias. Ele descreve os dias e rituais relacionados com as estações do ano, e por isso pode ser chamado de o ano agrícola ou o ano solar. O outro calendário tem 260 dias. Em Nahuatl, a língua dos astecas, é chamado a tonalpohualli ou, o de contagem de dias.





O CAIXÃO é um símbolo gótico por excelência. Abrigo dos vampiros e das múmias, o caixão possui também profundo significado esotérico. Representa o fim de uma etapa, o principio de outra. É o barco da transmutação, o OVO FILOSOFAL.


As MÃO DE CAVEIRA (um colar e uma presilha) representariam uma morte dinâmica, anunciadora de uma nova forma de vida. No Egito, o termo que designava a mão estava relacionado com o pilar (suporte, força) e com a palma. No sistema hieroglífico egípcio a mão significa o princípio manifestado, a ação, a entrega, o labor. A mão aberta significa qualquer tarefa especificamente humana e também força magnética. Esta crença encontra-se igualmente na América pré-colombiana.


Estatuetas em resina do EXTRATERRESTRE (E.T.) DE VARGINHA. Incidente de Varginha ou Incidente em Varginha, como ficou conhecido pela imprensa brasileira, foi uma possível série de aparições de objetos Voadores Não Identificados, que inclui uma suposta captura de seres extraterrestres inteligentes (pelo menos um deles ainda vivo) pelas autoridades militares brasileiras em 20 de janeiro de 1.996, no município de Varginha, sul do estado de Minas Gerais (Brasil), município conhecido como centro desta região produtora de café.


Tais relatos foram primeiramente transmitidos em um programa de TV dominical, o Fantástico, da Rede Globo, e rapidamente reuniu extensa cobertura de mídia em todo o mundo, incluindo um artigo no The Wall Street Journal.


Em 1.996, e nos anos seguintes, um grande número de matérias jornalísticas e documentários relacionadas ao fato foram editados com base em relatos, testemunhos e entrevistas com mais de 100 testemunhas, realizados por jornalistas brasileiros e estrangeiros.


Segundo relatos da mídia, a criatura foi avistada por três mulheres de 14 a 21 anos: as irmãs Liliane e Valquíria Fátima Silva, e sua amiga Kátia Andrade Xavier. Elas alegadamente viram a criatura na tarde de 20 de janeiro de 1.996: Um bípede de cerca de 1,6 metros de altura, com uma cabeça grande e corpo muito fino, com pés em forma de V, pele marrom e grandes olhos vermelhos. Parecia estar trêmula ou instável, e as garotas achavam que estava ferida ou doente. A estatueta da direita representa não só as características, como também a posição exata na qual a entidade se encontrava quando foi avistada pelas garotas. O ora autor se encontrou pessoalmente com Kátia Andrade Xavier, em um encontro de ufólogos ocorrido em Lambari/MG (Brasil) na data de 28/05/2.016 (foto inferior da imagem), tendo a mesma confirmado publicamente o ocorrido.






E, por falar em criaturas extraterrenas, e agora com foco no cinema, cabem ser mencionados aqui os CAPACETES de personagens da saga “Guerra nas Estrelas” ou “Star Wars” (1.977 a 2.019). No centro da foto o CAPACETE DE DARTH VADER, ladeado por um CAPACETE DE CLONE TROOPER (esquerda) e por um CAPACETE DE STORM TROOPER (direita). Abaixo e ao centro, ladeado por dois DRAGÕES germânicos (ver simbolismo acima), a efígie do PREDADOR, personagem da série do mesmo nome (ou “Predator”), lançada a partir de 1.987 até 2.018.






Entre inúmeras peças, a caixa de vidro da imagem superior traz a máscara, o facão e a machadinha de JASON VORHEES, personagem da série de filmes “SEXTA-FEIRA 13” ou “Friday the 13th”, lançados a partir de 1.980 até 2.003. Já a caixa de vidro da imagem inferior, também cercada por inúmeras peças góticas, traz a luva e o chapéu (levemente queimado) de FREDDY KRUEGER, personagem da série de filmes “A HORA DO PESADELO” ou “A Nightmare on Elm Street”, lançados a partir de 1.984 até 2.010.






A estante exibe inúmeros ITENS GÓTICOS, cujo simbolismo já foi tratado em tópicos anterior. Merece destaque a prateleira inferior, a qual compõe um autêntico altar de ALQUIMIA.






O LAGARTO simboliza a amizade, a benevolência e a razão. A imagem do lagarto aparece com muita frequência representando um herói civilizador, um mensageiro, ou um intercessor entre os deuses e os homens. O lagarto é um símbolo de profundidade, de busca de iluminação e evolução espiritual.






O morcego possui, por um lado, simbolismos negativos e, por outro, positivos. No ocidente, a simbologia do morcego está mais associada à morte, trevas, magia negra e bruxaria, enquanto no oriente, principalmente na China, o morcego é símbolo de felicidade e de renascimento.





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